1.9.09

Triste é não fazer nada!

Como entender grandes desentendimentos? Como entender fatos amplos, como as guerras, os maus tratos sem distinção de espécie, tudo o que vemos no mundo e julgamos como errado?

O problema é que, com o passar dos anos, as pessoas foram “aprendendo” a não fazer nada umas pelas outras, independente do grau de distância emocional, por medo ou por que quer que seja.

Quantas vezes já nos deparamos com a pergunta “qual é a formula da paz?”, “qual a solução para o mundo?”. Normal mil coisas passar em nossas cabeças diante disso, como por exemplo, colocar a culpa na política, nos governantes, em Hitler que matou e semeou a discórdia. E por que não, em nós mesmos?

Difícil é conseguir pensar em algo com a mesma rapidez se nos deparássemos com “o que fazemos, minimamente, para contribuir ou evitar a tal formula da paz”? A quem nós defendemos? Que tipo de briga compramos e por quais razões? O que nos faz dignos do mundo, e antes disso, de nossos familiares e amigos?

Uma vez me disseram “ela se meteu para defender a família e foi proibida de viver, conviver”. E de que vale qualquer tipo de convivência amarela e união em prol da paz se não estamos tranqüilos com nossa consciência e com aqueles que nos rodeiam? Qual o sentido? O que mais vale, a justiça, a demonstração de consideração e proteção e a intenção de distribuir consciência consciente, ou um bom peru de natal e um sorriso amarelo no rosto?

Incompreensível onde fomos parar e como fomos parar. Estagnação. Os valores se confundem de forma exata, menos virou mais. A aceitação em passar a vida enxugando gelo, em ter sua realidade eternamente segura por um fiapo de cabelo, é aceitável! Socorro!

Triste é não fazer nada. Medo de agir na loucura alheia? Triste é não fazer nada.

Babi Gatti / 2009

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