Foi sentimento real, intenso, no sentido de ter vontade de ser vivido.
Bom em momentos e ruim em outros é: não saímos crus, de um tubo de ensaio em cada nova situação, vivemos uma após a outra somando percepções, vontades e ascos. Entre meus ascos está a colocação de problemas próprios acima dos outros, tanto dos que rodeiam a bolha quanto dos que estão dentro dela.
A espera, a superação da repetição já se fez presente (no asco) e é o que me leva ao questionamento – Não querer, sim querer, talvez querer, e então, pelo que esperar de fato.
Discordar de diversas formas de prisão, e então, por que a prisão emocional, a prisão própria, se faz permitida sem revolta e sem discórdia?
O motivo pela espera se faz justo? Até onde vai a justiça de mim para mim mesma?
Já não espero mais...
Talvez eu perca com isso, talvez todos percam... Só o que sei é que não me perco mais.
Aprender como suas emoções afetam outras pessoas é aprender a controlá-las, antes disso, é egoísmo.
São meus sentimentos dando a volta no caracol e indo de encontro com um coração – de entrada fina e áspera. (é o tipo do sentimento que posso ver desenhado)
Sempre me perguntei como seria a pessoa perfeita pra mim. Desfiz de mil requisitos e hoje sei que são, unicamente, as de sentimentos intensos.
Jamais aprenderei a gostar como os outros gostam e jamais saberei ensinar meu jeito de sentir, então, estou de acordo também em não me adaptar a essas diferentes formas, a partir do momento que isso não me faz bem.
Fico com o que sou e com minha esperança do que as pessoas podem ser.
Já não espero mais.
“Eu tenho tanto, pra lhe falar, mas com palavras, não sei dizer.” – Já dizia o rei.
Babi Gatti / 2009

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